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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Lullaby (Sonhar pra Descansar)



Durma, pequeno
Durma bem tranquilo
Esqueça tudo aquilo
Que o mundo te mostrou
Esqueça tudo aquilo
De que não gostou

Durma com os anjos
Durma, feche os olhos
Sonhe, não importa o quê
Ou se não rimou
Sonhe qualquer realidade
Diferente da que restou.



Somewhere over the rainbow (...) dreams really do come true... (E. Y. Harburg)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dinólogo (Entredentes de Leite)



Numa entrevista, perguntado sobre sua obra, o aspirante a escritor disse, entre batidas de um coração embebido em ansiedade:

_Acho que meus textos têm um quê da sofisticação dos clássicos literários que, já há muito, habituei-me a ler. Essa sofisticação pré-molar, perdida entre repulsas circunscritas, próprios protestos e a necessidade - mais que absoluta - de renovação. Não gosto de trabalhos modernistas em nenhum dos campos da arte, mas absorvo técnicas progressitas como neologismos e excessos, que dão ao texto uma cadência mais intelectual, que não prevê barreiras culturais, contudo. Tento me ater, de forma não muito satisfatória, a um único tema quando escrevo uma primeira palavra; mas eu jamais serei capaz de me ater a algo que não eu mesmo. Essa é uma colocação um pouco egocêntrica para um cronista, mas é fato - mais que consumado - que eu não ajo senão da forma que me prevê a sociedade em que vivo e a qual observo na faculdade de meus trabalhos, literários ou não. E eu não sou um tema de abordagem única.

domingo, 15 de novembro de 2009

-



Reitero minhas aliterações e retifico o que não estava certo. E ratifico que não passo de uma metáfora boba.
Recomeço e componho e remo contra a corrente. Concorrente. Sem correntes.
Livre, leve e leve e leve me leve o vento leve. O vento breve. Limpar a neve. Calor no norte.
Corrosivos combustíveis cerebrais largados pelos cantos. Remissivos. Divinatórios.
Digestivos comestíveis mastigados molarmente. Molemente. Deliberadamente.
Inerente. Extrínseco. Aos redores. Permeio a sanidade, escalando a linha tênue - e horizontal - que a separa do que instauro.
Denotativos. Subjetivos. Oxímoros austeros. Merecidos protestos. Batalhados elogios.
Reflexivos. Integrantes. Oblíquas corcovas seladas, cavalgadas e enviadas. Desvios igualmente corcovantes.
Indistintamente. Inenarravelmente. Inesgotavelmente. Inesperadamente. Extracorpóreo.
Sem começo ou fim. Sem medalhas. Sem largada. Linhas corridas. Letras deitadas. Pontos sorridos. Senso engolido.
Já degluti, sem ressentir-nos, esses sentidos tão sugestivos, tão efusivos, tão ignóbeis.
Corro escondido. E quando tropeço, caio aqui: a reinventar uma costura que já dura meia dúzia de meses, meio dos meses de um ano.


Agradeço a cada um que já passou por aqui e registrou seu sentimento "inescrevível" a respeito dos temas e abordagens que escolho. E o farei aos tantos outros que virão[espero].
Obrigado! até...^^

-feя.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Meu céu. Minhas estrelas.



Às vezes, tenho medo de olhar as estrelas
Temo que o céu esteja decadente
Seja a lua branca, seja o sol poente
Ao que tudo se acaba,o que viramos nós?

As lágrimas invadem-me o olho inerte
Tomam-me a alma, o corpo e a mente
Corroídos músculos, sem força, em transe
Suor que treme, frio e sem voz.

Um arco-íris surdo e carente
Em cores vivas, em fina chuva
Longe, no céu, meu coração cadente me espera
e desespero - sós!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

vagalume



Tu que vagas, vagalume, pelo lustre da noite enluarada; tu que vagas, me leve, leve como tu, a voar junto às estrelas.
Tu que encantas, vagalume, nosso escuro com tua luz; tu que encantas, me ilumine os olhos, que já deixam de brilhar.
Tu que, leve, vaga a encantar; tu que luz, belo, devagar, não me deixe.
Não me deixe, vagalume, com minha vontade de voar, com meu medo de cair, com meu forte respirar.
Mostre-me, tu que voas, como é o elevar; mostre-me, tu que és frágil, como é não temer a queda; mostre-me, tu que brilhas, como é de leve respirar.
E não me deixe... Ah! não me deixe nunca, vagalume, tu que não cessas, cessar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

{[(Pulsante)]}Rubi Parado



{Vagas[(Vagas)Vagas]}
eram as noites
E vários os dias
de vazio em sua vida...



Se força demais.
E se enforca.
E se esforça para nunca mais chegar onde {não[sabe(bem)se]} quer.

Venta no vácuo escuro de seus dias
venta muito.
E está com febre.
O frio que sente, vindo de dentro de si, é tal que, posicionado como estivera
{[nos(táo distantes)]instantes}
antes de nascer,
vai enfrentar seu destino quente, vermelho,
e subterrâneo.

Como deveria ser {[e(não)]era} a pedra que trazia, exposta; em carne viva,
no peito {[(trêmulo)]}

{[(trêmulo)]}

{[(trêmulo)]}...