sábado, 5 de março de 2011

Frozen feelings: I hold.



Assim, assim... Não sabe bem como está. É um estorvo, um sorriso, uma pedra; um carinho, uma careta, uma indiferença. É tudo aquilo que fora ensinado a não ser, faz o que foi proposto a não fazer, vive como os outros julgam errado, respira Hélio.
É inexplicável, alheio, subjetivo, substantivo, material, sentimento, ressentimento, esperança.
É luz no jogo de sombras, música no silêncio, stop nas pick-ups do DJ. Ainda assim - assim, assim -, encontrou a estação certa para descer, o iceberg certo para naufragar, a ponte certa para se jogar.
Um olhar, uma presença, um toque. Está completo, acha. Espera... nunca sabe... Teme o que lhe aguarda, como teme a certeza de que o que teme é exatamente a escolha que vai fazer.
É ele mesmo quem joga fora o que tanto custou a conseguir, o sonho, a realidade. Sente tanto como se trucidasse com as próprias mãos todos os órgãos, um a um... a um... a um a um a um. Chora, sangra, dança.
É complexidade na simplicidade... e é vice-versa... e é feliz, mas está?

3 comentários:

Monique Burigo Marin disse...

Se estiver, espero que não se esqueça de amarrar a corda do bungee jumping antes de saltar da ponte que escolheu.

Jaci Macedo disse...

Sempre achei que a questão era pular ou continuar dentro do carro, mesmo sem saber para onde ele está indo. E a gente escolhe e segue torcendo para que seja certo, para que demos certo.

beijos, coração :]

Monique Burigo Marin disse...

A felicidade também é feita de inconstâncias, não fosse assim, como saberíamos diferenciar? A falta de regras e diagnósticos para os sentimentos pode ser um problema quando as respostas são também as perguntas, quando a vida é um mundo de incertezas.

(Não lembrava que já tinha lido e até comentado neste texto, incrível o que o tempo pode fazer com as nossas interpretações).