sábado, 8 de agosto de 2009

Dia dos Pais


Eu pensei em tentar falar sobre o meu pai...
Eu pensei em tentar falar, de forma geral, sobre pais...
Eu pensei, pensei...
E concluí que, no meu primeiro dia dos pais aqui com vocês, nada mais justo que falar sobre O Pai: Deus - é o que dizem, pelo menos.

Minha relação com (a) divindade(s) não é nada exemplar e chega, de fato, a ser das piores. Não vou ser hipócrita, mas não garanto toda a verdade.

Minha família é católica e eu frequentei a igreja até uma certa idade. Aos poucos, minha consciência crítica - a qual uns chamariam, nesse caso, de demônio, lúcifer ou seja lá o que for - começou a me alertar sobre certas práticas que não me inspiravam confiança e muito menos devoção.
Eu poderia e vou falar dos dogmas e das contradições, mas não agora. A princípio, indaguei sobre o dinheiro. Agora, pensemos nas religiões genericamente.
Um deus que se sobrepõe a tudo, que teria criado o mundo, não precisaria do dinheiro mortal pra nada. O que faria ele com alguma moedas?
Depois comecei a ouvir falar seriamente no Opus Dei, a tal seita secreta da igreja, pra qual alguns fecham os olhos, mas que todos já sabemos que existe.
Um deus que se sobrepõe a tudo, que teria criado o homem, não precisaria que este último se provasse inferior a ele demonstrando dor e sofrimento. Tão pouco precisaria de tais tributos como forma de redenção de pecados. Menos ainda como forma de adoração. O que faria ele com alguns gritos e gotas de sangue?

Eu penso que um deus não é um deus por criar ou não, por mandar ou não. O meu Deus - agora em maiúscula - é superior a todos esses.


Ele perdoa por gostar dos filhos, não precisa de provações e autoflagelações.
Ele dá sem precisar de nada em troca, talvez um sorriso ou o esboço de um.
Ele é maior, e é mais forte. Ele não faz filhos por moldes de barro; os faz dentro de si, com o coração, compartilhando nutrientes, emoções, experiências...
Ele não é e nem precisa ser melhor que o seu, só é diferente em certos aspectos, que o tornam melhor pra mim.
Mais um deles: meu Deus não é uma chama vermelha no canto de um altar, Ele é a vida em mim; Ele não habita templos e não precisa de rezas e cantorias, Ele vive dentro de mim e vive por um beijo de boa noite antes de deitar ou uma boa conversa nas manhãs ensolaradas.
Meu Deus, ao contrário do que dizem e ao contrário dessa data, não é nem nunca foi Pai: Meu Deus é Mãe!

2 comentários:

Márcio Becker disse...

Caramba, ficou lindo esse texto!
Realmente, "Meu Deus é Mãe!"


ILY

Sascha Rodrigues disse...

Gostei do texto... Pensando dessa forma eu tenho tanto um Deus quanto uma mãe.
Mas também tenho um pai. E, mesmo com todas as situações que vivo, agredeço a meu Deus por me dar a minha Mãe e o meu Pai!

bjoo
mta