sábado, 30 de maio de 2009

Pensar é um ato. Sentir é um fato.

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, em 1925. Veio para o Brasil, passou a infância em Recife e, em 1937, mudou-se pro Rio de Janeiro, onde se formou em direito. Estreou na literatura ainda muito jovem, com o romance Perto do Coração Selvagem (1943), que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o prêmio Graça Aranha.

Em 1944, recém-casada com um diplomata, viajou para Nápoles, onde serviu num hospital durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial. Depois de uma longa estada na Suíça e Estados Unidos, voltou a morar no Rio de Janeiro. Entre suas obras mais importantes estão as reuniões de contos A Legião Estrangeira (1964) e Laços de Família (1972) e os romances A Paixão Segundo G.H. (1964) e A Hora da Estrela (1977).

Clarice começou a colaborar na imprensa em 1942 e, ao longo de toda a vida, nunca se desvinculou totalmente do jornalismo. Trabalhou na Agência Nacional e nos jornais A Noite e Diário da Noite. Foi colunista do Correio da Manhã e realizou diversas entrevistas para a revista Manchete. A autora também foi cronista do Jornal do Brasil. Produzidos entre 1967 e 1973, esses textos estão reunidos no volume A Descoberta do Mundo.

Escreve a crítica francesa Hélène Cixous: "Se Kafka fosse mulher. Se Rilke fosse uma brasileira judia nascida na Ucrânia. Se Rimbaud tivesse sido mãe, se tivesse chegado aos cinqüenta. (...). É nessa ambiência que Clarice Lispector escreve. Lá onde respiram as obras mais exigentes, ela avança. Lá, mais à frente, onde o filósofo perde fôlego, ela continua, mais longe ainda, mais longe do que todo o saber".



"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar."



Eu, definitivamente, sou fã da maestria de Clarice Lispector com as palavras. Provavelmente, vocês ainda verão muito dela aqui.

2 comentários:

Anônimo disse...

Clarice ahaza amiga vc me ajuda penks nos meus diasssssss =)

estephane disse...

Adoro as frases da clarice, me dá forças quando eu os leio.
me dá a plena certeza de que sou leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.