sábado, 30 de maio de 2009

My forgotten door



Às vezes, gosto de torturar palavras, fazendo as saírem de mim.
Não que eu não goste delas. Pelo contrário, acho-as especiais demais para falá-las ou escrevê-las pelos meus dedos, parcos em sua vasta experiência; pelos meus lábios, vastos em sua parca eficiência.
Não respectivamente, claro.
Ninguém fala com os dedos ou escreve com os lábios, mas, nessa integração via monitor, as coisas se confundem.
Me confundo.


Acordo e desacordo em disacordo todos os dias.
Me recomponho e, me escrevendo - e aos tantos outros eus que sou capaz de criar -, faço acordos comigo.
Meus próprios compromissos, minhas próprias promessas, meus próprios juramentos que descumpro.
Compro a briga interna, o desafio.
Os animais sempre buscaram evoluir, afim de adquirir melhores condições para a sobrevivência.
Evoluo assim.
Sobrevivo assim.
No meu fundo precipício escancarado: fechado em mim, com as portas abertas.


Sometimes, I like to torture words, forcing them to be part of me.
I make them all mine.
Their characteristics, their shapes, their tastes.
I go dreaming, thinking about things without signification, looking for something to do.
The words dance inside of me.
They´re never sufficient clear.
They are subjective, indirect, avoid.
Sometimes, they can be sarcastic too.
They use to dissolve when I forgot them for a long time.
They aren´t foreseeing.
They can express everything I want... everything I feel.
Open and closed in me; in my forgotten door.

3 comentários:

Guilherme disse...

"No meu fundo precipício escancarado: fechado em mim, com as portas abertas. "
o que eu mais admiro eh a sua criativida de descriçao abstrata.

Yann disse...

my gosh... i can't believe!

ferusth disse...

"Me confundo.
Acordo e desacordo em disacordo todos os dias."
Eu simplesmente adorei isso...
Perfeito, perfeito, perfeito!!!