terça-feira, 10 de setembro de 2013

Licor

                                                  ~Silas-Adler


Quando me olhas, transbordando, fico inerte.
Exerces-me. Excessas-me. Não quero.
Tudo o que havia para ser dito já foi, é claro.
Aspiras-me. Assumes-me. Não sou.
Estas palavras, forço-as para me convencer de que não te devo mais explicações.
Vaporas-me. Liquidas-me. ....
Se não há outro caminho, embebe-te no teu silêncio.

Eu não existo.
Perde-me na fumaça dos teus sonhos de carmim.

Um comentário:

Andressa Pereira disse...

É, um simples olhar às vezes dá nisso, afunda a gente, denuncia, encanta, transforma e mata... (:

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