sábado, 22 de maio de 2010

Erosão.



Desce, calmamente, pelo vão que a outra já deixou aberto - e alarga-o, como que imprimindo a prova incontestável de sua passagem. A quase pedra, amontoado separável de terra úmida e até fértil, migra para o mais baixo que pode atingir, rola, decrescendo em altitude, numa ação tão desproposital quanto possível, instintiva, necessária. É a gravidade, sim, e quem ousaria desrespeitar tal lei - única erosiva a todos, sem distinção.


Foto: Erosion of Ego, Óleo sobre tela, de J. S. Lattum

4 comentários:

Paulo Vitor ("Pavê") disse...

hehehe... Muito bom, falar de algo tão presente e imperceptível com palavras sábias não é fácil. Parabéns!

Cristina disse...

parabéns pelo selo, que venham muitos depois desse.
beijos*

Raquel disse...

Oi Fer!

Parabéns pelo selo!
E muito obrigada por me indicar. Não sei se mereço tanto.

Saudades de tu, menino.
^^!

Creitú disse...

Ow...mto obrigado pelo selo!!
Tá devolvido!

Vlww
Abraço